20 de agosto de 2019
memórias
tua memória me é farta,
meu estopim que não chegou ao fim.
e eu não posso fazer nada
se esses dias se marcaram em mim.
se um dia eu estivesse longe
e a visse cruzar uma passarela,
daria um sorriso onde se escondem
dois, três anos de amor por ela.
pois tua indiferença é mais forte que a minha,
começara nas bodas de plástico.
então só saio daqui sem as cólicas
que me desditam este estômago pávido.
"se o anestésico é indiferença,
porque não parou de doer?"
enquanto a lua for nosso satelite,
eu repito: o meu problema é você.
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